Sexta, Julho 30, 2010
   
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A relação com o governo

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A relação com o governo
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Governo Federal

Ontem foi o dia das grandes decisões. Agimos de modo concreto visando mudanças reais. Na companhia da excelente Elisabeth Sussenkind, professora da PUC-Rio, ex-secretária nacional de justiça e membro do conselho consultivo do Rio de Paz, estive no Palácio Guanabara a fim de iniciar o possível trabalho de diálogo e parceria da sociedade civil com o governo do nosso estado. Fiz três pedidos:

  1. A abertura de um fórum permanente, com o propósito de possibilitar a representantes da sociedade civil o diálogo constante com o governo do estado. Queremos fazer perguntas e ouvir respostas. Acompanhar de perto o que está sendo feito na área da segurança pública do nosso estado. Por que? Porque o problema é gravíssimo, envolve a vida de 16 milhões de seres humanos e a sociedade quer estar presente a fim de saber se nossos governantes estão agindo com coragem, sem procrastinar e implementando as medidas necessárias para que cariocas e fluminenses parem de ser assassinados.
  2. A implementação imediata de dois ou três alvos específicos que representem o primeiro passo verdadeiro para a diminuição dos homicídios. Por exemplo: elucidação da autoria dos assassinatos. Hoje, somente 1.6% dos homicídios são elucidados. O cara mata e não é descoberto e muito menos punido. Consequência? impunidade. Resultado da impunidade? Estímulo ao perverso para que este continue acreditando que no Rio de Janeiro o crime compensa.
  3. Solicitamos que os dados do ISP sejam atualizados mês a mês. Que se trabalhe duro para que todas as delegacias sejam informatizadas a fim de que conheçamos os números com mais ligeireza. Não dá para esperar até ao final do ano para saber, por exemplo, se a taxa de auto de resistência sofreu queda significativa. Queremos saber se a polícia está deixando de matar quem pode prender, usando mais a cabeça do que o gatilho e não ousando tocar nos inocentes.